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terça-feira, 9 de agosto de 2011

CFM apresenta nesta quarta-feira diretrizes para tratamento de usuários de crack


CFM apresenta nesta quarta-feira diretrizes para tratamento de usuários de crack

Documento deverá servir de guia para serviços públicos e privados de saúde

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgará nesta quarta-feira, em Brasília, o protocolo de assistência a usuários e dependentes de crack. O documento, chamado Diretrizes Gerais Médicas para Assistência Integral ao Usuário do Crack, define os aspectos gerais e específicos do tratamento.

No documento, há indicações sobre o encaminhamento que deve ser dado aos usuários da droga dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), com referência, entre outros recursos, à estrutura de urgências e emergências, de consultórios de rua e de albergues terapêuticos. As diretrizes irão ajudar ainda os médicos a avaliar e manejar casos de urgência que envolvam intoxicação, abstinência aguda ou overdose.
Além da área voltada aos médicos, o CFM também apresentará à sociedade propostas de diretrizes para assistência integral ao usuário do crack. Estruturadas sobre três eixos (policial, saúde e social), essas recomendações indicam ações que podem auxiliar na redução do consumo dessa droga.
Levantamento — Segundo pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), realizada em 2005, 0,7% da população brasileira de 12 a 65 anos fez uso de crack pelo menos uma vez na vida. Entre os entrevistados, 0,1% afirmou ter usado crack no período de um ano anterior à entrevista e 0,1% afirma ter consumido a droga no período de 30 dias anterior à entrevista.
O maior percentual de pessoas que haviam consumido a droga pelo menos uma vez na vida encontrava-se no grupo de sexo masculino com idade entre 25 e 34 anos: 3,2% do total, o que à época correspondia a 193.000 pessoas.
A pesquisa revelou ainda que 44,9% da população considerava “muito fácil” obter crack caso desejasse, o que equivalia a 22.305.000 pessoas. O Ministério da Saúde estima que atualmente existam 600.000 usuários de crack no país. No entanto, há divergência sobre este número. Alguns pesquisadores estimam que essa população esteja em torno de um milhão de pessoas.


É uma dor que só as famílias que convivem com este drama sabe a intensidade, não é o usuário o doente e sim todos que o cercam. Que esta diretriz venha junto com uma política séria do Sistema de Saúde, que garanta um atendimento digno ao paciente e seus familiares.


Marcos Reis


                       

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Acreditação é garantia de qualidade em saúde


Além de melhorar o atendimento, normatização ajuda a enxugar custos

Preocupação com qualidade na saúde deixa de ser  bandeira de marketing  de  grandes  laboratórios e hospitais  e passa a integrar  estratégias de  economia. De acordo  com especialistas, normatizar as  instituições causa  impacto positivo na sustentabilidade e  pode refletir na  diminuição dos gastos  Foto: Divulgação
Em quase 15 anos de atuação, o Sistema Brasileiro de Acreditação concedeu mais de 600 certificações e recertificações. Atualmente, 285 organizações possuem o certificado válida, entre hospitais, clínicas, hemocentros e laboratórios. O último ano registrou crescimento com cerca de 400 novos estabelecimentos em fase de certificação.
Quem informa é Rubens Covello, superintendente do IQG, uma das oito instituições acreditadoras credenciadas pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) para realizar a certificação dos estabelecimentos de saúde existentes no País.
Ele acredita que o crescimento registrado nos últimos meses é uma demonstração do aumento da percepção do papel da certificação no País, que deixou de ser vista apenas como uma ferramenta de marketing e de disputa de clientes, alcançando a dimensão mais ampla de instrumento de sustentabilidade do setor de saúde.
“Em um primeiro momento a certificação melhora a qualidade dos serviços prestados e reduz incidência de erros médicos. Mas em um segundo momento reduz também o retrabalho - ou a necessidade de refazer procedimentos - eliminando os desperdícios e permitindo racionalização dos custos, maior aproveitamento dos recursos e melhor administração dos estabelecimentos”, esclarece Covello.
Conforme o superintendente do IQG, o mercado amadureceu e percebeu que a acreditação é uma ferramenta importante para a sobrevivência das instituições de saúde, tanto no que se refere à disputa de mercado como na garantia da segurança do paciente.
“A partir do momento em que se normatiza a instituição vai haver um impacto na sua sustentabilidade e isso tem reflexos também nos custos finais, que tendem a diminuir por eliminar o desperdício”.
Menos erros – O foco principal é a segurança do paciente, que começa com a identificação dos processos para orientar a organização dos protocolos, normas, rotinas e manuais criando procedimentos que reduzem a incidência e a variabilidade dos erros,” descreve.

“A acreditação é diferente do selo de qualidade, que é voltado para o produto, pois foi desenhada para os serviços e o sistema de saúde”, afirma.
Ele defende ainda que são mais de 100 programas desenvolvidos no mundo todo nos últimos 50 anos. Segundo Covello, dificilmente existe um país na Europa, por exemplo, que não faça parte de pelo menos um deles”, afirma.

Saiba mais

Confederação Brasileira de Acreditação - www.cbacred.org.br
Organização Nacional de Acreditação - www.ona.org.br
Consórcio Brasileiro de Acreditação - www.cbacred.org.br
Inmetro - www.inmetro.gov.br/credenciamento
Anvisa - www.anvisa.gov.br/servicosaude/acreditacao

Fonte: Jornal O fluminense

sábado, 30 de julho de 2011

Segurança do Paciente


Criar mecanismos e ações que melhorem a segurança do paciente. Com essa proposta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou, em 2005, a Aliança Internacional para Segurança do Paciente e identificou seis áreas de atuação, entre elas o desenvolvimento de soluções para a segurança do paciente. O objetivo é que hospitais de todo o mundo adotem uma série de protocolos a serem aplicados antes, durante e após as cirurgias, reduzindo a margem de erros em medicina, tanto em relação à administração de medicamentos como no que diz respeito aos procedimentos realizados nos centros cirúrgicos.

Essas seis Metas Internacionais de Segurança do Paciente são soluções cuja finalidade é promover melhorias específicas em áreas problemáticas na assistência:

Meta 1 - Identificar os pacientes corretamente. O objetivo é evitar falhas no processo de identificação dos pacientes, que podem causar erros graves, como a administração de medicamentos e cirurgias em pacientes “errados”. Recomenda-se utilizar pelo menos, duas formas de identificação do paciente, por exemplo, nome completo e conferência da pulseira de identificação.

Meta 2 - Melhorar a efetividade da comunicação entre profissionais da assistência, certificando-se de que o profissional que recebeu uma ordem verbal ou telefônica tenha compreendido todas as orientações. A finalidade é diminuir erros de comunicação entre os profissionais da assistência que possam causar danos aos pacientes.

Meta 3 - Melhorar a segurança de medicações de alta vigilância (high-alert medications). A idéia é que sejam adotadas práticas que garantam a utilização correta de medicações classificadas como de alto risco, como as soluções de eletrólitos em altas concentrações para uso endovenoso.

Meta 4 - Assegurar cirurgias com local de intervenção correto, procedimento correto e paciente correto. A aplicação de um checklist antes e após a cirurgia corrige falhas e erros previsíveis, que ocorrem decorrentes de falhas na comunicação e na informação.

Meta 5 - Reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde. A OMS estima que entre 5% e 10% dos pacientes admitidos em hospitais adquirem uma ou mais infecções. Uma estratégia simples, de baixo custo e alto impacto, é o correto e permanente ato de higienizar as mãos, que deve ser executado por todos os profissionais de saúde.



Meta 6 - Reduzir o risco de lesões ao paciente, decorrentes de quedas. Alteração do estado mental, distúrbio neurológico, prejuízo do equilíbrio, déficit sensitivo, queda anterior, urgência urinária ou intestinal, medicamentos que alteram o sistema nervoso central, e pacientes infantis ou com idade superior a 60 anos são fatores que podem contribuir para o risco de quedas. A equipe multidisciplinar deve reconhecer as situações de risco, colaborar na orientação dos pacientes e acompanhantes e adotar medidas para prevenir a ocorrência de quedas. Avaliar o paciente quanto ao risco de queda e registrar no prontuário diariamente, além de intensificar a atenção aos pacientes que estão em uso de sedativos, são algumas das medidas de prevenção.


Organizações empenhadas na busca da qualidade dos serviços de saúde: e, também, boas referências de pesquisa sobre o tema:
Fonte: Rede Cancer,    OFFSHORE BRASIL

terça-feira, 26 de julho de 2011

OMS: ir ao hospital é mais arriscado do que viajar de avião


OMS: ir ao hospital é mais arriscado do que viajar de avião


Milhões morrem todos os anos por erros médicos ou infecções hospitalares

Risco hospitalar: infecções e erros médicos representam um risco sério à saúde do paciente


Dar entrada em um hospital é muito mais arriscado do que fazer uma viagem de avião. De acordo com dados da Organização de Mundial de Saúde (OMS), milhões de pessoas morrem todos os anos em função de erros médicos e infecções adquiridas em hospitais. Os ricos de morrer são de um para 300, enquanto em um acidente aéreo ele seria de um em 10 milhões de passageiros.
“Já as chances de acontecer um erro médico são de uma em dez. Isso demonstra que a saúde, em geral, ainda tem um longo caminho a percorrer”, diz Liam Donaldson, da OMS. Mais de 50% das infecções adquiridas dentro de um hospital, por exemplo, poderiam ser prevenidas se os profissionais de saúde lavassem as mãos com sabão e água ou com uma loção à base de álcool antes de tratar os pacientes.
De cada 100 pacientes hospitalizados em um determinado momento, sete (em países desenvolvidos) e dez (em países em desenvolvimento) irão adquirir ao menos uma infecção associada ao tratamento médico. “Quanto mais tempo o paciente fica na UTI, maiores são os riscos de ele adquirir uma infecção”, alerta a OMS. Dispositivos médicos, como cateteres urinários e ventiladores, estão associados com altos índices de infecção.
Negócio de 'alto risco' - Todos os anos, nos Estados Unidos, 1,7 milhão de infecções são adquiridas em hospitais, causando 100.000 mortes. O índice é muito mais elevado do que na Europa, onde 4,5 milhões de infecções causam 37.000 mortes, de acordo com a OMS.
“A saúde é, inevitavelmente, um negócio de alto risco, porque as pessoas estão doentes, e os cuidados de saúde modernos são feitos de maneira rápida, em um ambiente de alta pressão que envolve muita tecnologia complexa e muitas pessoas”, diz Donaldson. Uma operação cardíaca, por exemplo, pode envolver uma equipe de até 60 pessoas, quase o necessário para executar um jato.
De acordo com Benedetta Allegranzi, da OMS, os riscos são ainda mais altos em países em desenvolvimento, com cerca de 15% dos pacientes adquirindo infecções. “O risco é realmente mais alto em áreas de risco dos hospitais, principalmente UTIs e unidades neonatais de países em desenvolvimento.”
Prevenção - Cerca de 100.000 hospitais pelo mundo adotaram a lista de controle de segurança emitida pela OMS, que, segundo a agência, tem reduzido complicações cirúrgicas em 33% e mortes em 50%. Se fosse usada em todo o mundo, essa lista de controle poderia prevenir cerca de 500.000 mortes todos os anos. “Francamente, se eu fosse fazer uma operação amanhã, gostaria que ela fosse feita em um hospital que usasse essa lista de controle”, diz Donaldson.
VEJA.COM (Com agência Reuters)

Não tem Solução, o caminho é unico: Prevenção
O método é o Gerenciamento de risco
E o sucesso é o envolvimento de profissionais, pacientes e toda a sociedade.
Marcos Reis

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Novas regras para produtoras de gases medicinais


Novas regras para empresas produtoras de gases medicinais


(13/07/2011 11:40:00)
RDC 32/2011 estabelece os critérios mínimos que devem ser cumpridos por estas empresas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na última quinta-feira (7), regras para concessão de autorização de funcionamento de empresas fabricantes e envasadoras de gases medicinais. A RDC 32/2011 estabelece os critérios mínimos que devem ser cumpridos por estas empresas.

De acordo com a resolução, elas devem possuir um programa de treinamento que aborde as Boas Práticas de Fabricação de gases medicinais para os funcionários que atuam nas atividades de produção. Um programa de prevenção de riscos ambientais (PPRA) estruturado nos termos das normas vigentes publicadas pelo Ministério do Trabalho é outra exigência.

As áreas produtivas, por exemplo, deverão ter estrutura e dimensões adequadas que facilitem o fluxo racional de produção, para evitar a mistura, a contaminação e a contaminação cruzada entre as diferentes matérias–primas, materiais e produtos. Os equipamentos de segurança, como extintores e mangueiras contra incêndio, deverão estar disponíveis e instalados em locais apropriados e devidamente identificados.

O que são

Gases medicinais são gases ou mistura de gases destinados a entrar em contato direto com o organismo humano para fins de diagnóstico médico, tratamento ou prevenção de doenças e também para restaurar, corrigir ou modificar funções fisiológicas. O oxigênio, por exemplo, é o mais utilizado nos serviços de saúde atualmente. É indicado no tratamento da enxaqueca, úlceras de pele, feridas, insuficiência respiratória, além de ser usado, também, como coadjuvante em anestesias.

Detentores de características específicas, os gases medicinais são de ampla comercialização e utilizados há décadas. O texto desta resolução normatiza a infraestrutura física, e as questões relativas à pessoal, equipamentos, sistemas e procedimentos que a empresa deve possuir para solicitar a concessão da autorização de funcionamento.

Prazo

As empresas fabricantes e envasadoras de gases medicinais têm até o dia 31 de dezembro de 2012 para obter a Autorização de Funcionamento (AFE). A partir da obtenção da AFE, serão concedidos mais 24 meses para a obtenção do Certificado de Boas Práticas de Fabricação. Essa medida é válida tanto para os fabricantes de gases medicinais quanto para aquelas empresas que, mesmo sem realizar o processo completo, participam do controle ou elaboração de alguma etapa do processo, como o envase (enchimento) de cilindros, tanques criogênicos e caminhões-tanque.
| Eugenio de Lima e Pitella Advogados
Fonte: Anvisa

sábado, 16 de julho de 2011

Resolução que dispõe sobre os requisitos necessários ao funcionamento de serviços de endoscopia


Agência Nacional de Vigilância Sanitária - www.anvisa.gov.br
Consulta Pública nº 30, de 17 de junho de 2011 - D.O.U de 01/07/2011

Fica aberto, a contar da data de publicação desta Consulta Pública, o prazo de sessenta (60)
dias para que sejam apresentadas críticas e sugestões relativas à proposta de Resolução que dispõe sobre
os requisitos necessários ao funcionamento de serviços de endoscopia com via de acesso ao organismo
por orifícios exclusivamente naturais e dá outras providências, em Anexo.


Acesse e participe

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Soluções para segurança do paciente



Soluções para segurança do paciente
Qualquer projeto ou intervenção que demonstre a capacidade de impedir ou atenuar os danos causados ao paciente decorrentes dos processos de cuidado saúde.
Aliança Mundial para Segurança do Paciente
Identificação e        priorização dos problemas de segurança a serem abordados, além da análise das soluções já existentes que pudessem ser adotadas, adaptadas ou desenvolvidas a nível mundial.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Hipotermia: com o uso da técnica, cerca de 30% dos pacientes que tiveram uma parada cardíaca conseguem sobreviver sem sequelas


Até setembro, hipotermina será incluída na lista de procedimentos em pacientes com parada cardíaca 


Hipotermia: com o uso da técnica, cerca de 30% dos pacientes que tiveram uma parada cardíaca conseguem sobreviver sem sequelas
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) está finalizando o consenso brasileiro que vai incluir o uso da hipotermia terapêutica no tratamento de pacientes que estão em parada cardíaca. O objetivo é evitar sequelas neurológicas. A diretriz da Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação (Ilcor) foi publicada em outubro do ano passado. Desde então, cardiologistas brasileiros estão preparando o documento que vai servir de guia para os hospitais do país. A publicação nacional ocorrerá em setembro.
A técnica consiste em resfriar a temperatura do paciente a 32ºC durante 24 horas — a temperatura média do corpo humano é de cerca de 36,5ºC. O paciente recebe bolsas de gelo na região do pescoço, das axilas e do abdome, além de soro gelado na veia. A temperatura é controlada por meio de um termômetro endovenoso para evitar erros, uma vez que ela não pode ser inferior a 32ºC para o paciente não correr risco de entrar em choque térmico. O aquecimento do corpo é feito espontaneamente, apenas retirando as bolsas de gelo.
Mais importante do que induzir a pessoa à hipotermia é manter a temperatura correta. Por isso, é fundamental que as equipes sejam bem treinadas. “Vamos publicar o consenso e isso requer educação continuada”, diz o cardiologista Sérgio Timmerman, diretor do laboratório de treinamento em emergências cardiovasculares do Instituto do Coração (Incor) e responsável pelo texto do consenso.
A partir da publicação do consenso, a hipotermia passará a ser oficialmente considerada mais uma arma terapêutica no tratamento desses pacientes. “O maior desafio será encontrar formas de colocar isso em prática nos hospitais”, diz o médico intensivista Agnaldo Pispico, diretor do Centro de Treinamento da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.
De acordo com Pispico, quando o paciente entra em parada cardíaca, o cérebro sofre por causa da falta de oxigênio. Estudos internacionais apontam que o frio provocado pela hipotermia reduz o metabolismo cerebral e evita o desgaste celular — o que diminui o risco de sequelas.
Em geral, cerca de 30% dos pacientes sobrevivem sem sequelas. Sem o uso da técnica, no entanto, os resultados costumam ser bem piores: estima-se que entre 60% e 90% dos pacientes morrem logo após sofrer a parada. Dos que sobrevivem, cerca de 80% ficam com sequelas neurológicas graves.